quarta-feira, 23 de setembro de 2009

GET BACK! DE VOLTA ÀS AULAS DO ANDREZÃO!!!!!

GEEEENTE! faz mais de um ano que este blog está parado, por razões que só eu mesmo compreendo (ou não compreendo...), mas o fato é que resolvi ativá-lo novamente.
É bem provável que ele seja modificado, já que o contexto inicial do blog era como um apoio às aulas de Língua Portuguesa na Faculdade Secal, em Ponta Grossa, PR - onde eu fui professor entre 2007 e 2009.
Porém, o objetivo de uma expressão e exposição dos resultados de trabalhos, debates e discussões que ocorram nas minhas aulas, agora com os alunos do CEFET-MG, continua.
Estou em Minas Gerais desde maio, escrevendo novo capítulo desta carreira de professor errante, que teve início no já longínquo (e emblemático) ano de 2000, e seguiu por Santa Catarina em três cidades (Itajaí, São Bento do Sul e Rio Negrinho), depois voltou pra PG durante o Mestrado, teve uma breve passagem curitibana e assentou dois anos nos cursos de Letras, Pedagogia, Jornalismo e Turismo, antes de vir pra cá.
Nesse período, sempre tive como objetivo a realização de projetos e experiências, que são na verdade tentativas de uma educação mais aberta, contemporânea, antenada com o tempo, o "timing" e a realidade de nossa época de profundas transformações na sociedade humana. Meu ponto de partida foi sempre a utilização de algumas técnicas e ideias, muitas delas apropriadas e adaptadas de outros educadores e filósofos, loucos, visionários, poetas "contemporÂneos" como Platão, Comênio, Confúcio, Rousseau, Huxley, Kerouac, Ginsberg, Burroughs, Leminski, Lennon-Ono, A.S. Neill, Pacheco e a Ponte, Freire, Nise e Jung, Kurosawa, Fellini, até mesmo o Bianchi (que detestaria ser chamado de "educador", quanto mais "contemporâneo"), Glauber, Macunaíma, e mais uma pá de gente, naquilo que pode eu gosto de definir como uma "desorientação educacional", absolutamente consciente de seu papel em busca de novas ideias e possibilidades edupoeticomunicativas.
Pois agora estou no CEFET-MG, debatendo sobre nossa bela língua portuguesa e seu papel neste século de maravilhas e indefinições que já termina sua primeira década, com alunos do ensino médio técnico, e confesso que é um trabalho estimulante.
O blog vai voltar para relatar as experiências e aventuras de um mugwump educador em plagas mineiras.
Lembro aos meus possíveis leitores e debatedores que estas Aulas do Andrezão correm paralelas a outros dois blogs: Caldo de Cana Independente e Instantâneos do Samba, devidamente linkados (os Instantâneos andam meio paradões, mas aguardem, em breve teremos novidades).
Espero que isso aqui tenha valia, para mim, para os alunos e para qualquer um que ache interessante.
Vamo que vamo que a hora é essa.

terça-feira, 17 de junho de 2008

COLUNA DA MARINA SILVA




A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva é uma das personalidades brasileiras mais importantes no mundo contemporâneo. Sua trajetória de vida é um exemplo. Como ministra do Meio Ambiente, senadora ou deputada, é um dos raríssimos casos na política em que a ética pessoal e o comportamento sempre estiveram ilibados. Jamais teve seu nome associado a nenhum escândalo, nunca se envolveu com falcatruas e fez da bandeira da defesa da Amazônia e do Meio Ambiente sua plataforma de vida.
Ela nasceu no interior do Acre, em 1958, e foi alfabetizada somente aos 17 anos, isso depois de haver trabalhado como seringueira e ter sobrevivido a nada menos que 5 malárias. Depois de se alfabetizar, formou-se em História e hoje é Doutora e professora da Universidade Estadual do Acre, cargo de que está licenciada desde 1995, quando assumiu a vaga de Senadora da República.
Sua atuação como ministra do Meio Ambiente foi marcada pela luta incansável em favor dos direitos dos povos indígenas e amazônidas, e também por se posicionar contra os gigantes da devastação da floresta, ruralistas representados pelo latifundiário, produtor de soja e governador do Estado do Mato Grosso, Blairo Maggi.
Marina saiu do ministério em meio à polêmica da demarcação da Reserva Raposa do Sol,que opôs rizicultores e povos indígenas e gerou polêmica quanto à suposta vulnerabilidade da "soberania nacional".
A senadora estreou uma coluna no portal Terra Magazine, em que rebate esta posição e compara a cosmovisão dos povos indígenas de Roraima à cosmovisão das religiões Judaico-critãs. Ambos tem um local sagrado que vêem como centro do mundo. A diferença é que se alguém ousar destruir Jerusalém, provavelmente será acusado de loucura, ao contrário dos rizicultures, militares, capitalistas e políticos que querem devastar o Monte Roraima. sagrado para os povos indígenas.
Clique no título desta postagem e leia o texto desta brasileira que é um exemplo de coragem e atitude em defesa da vida humana e do Meio Ambiente.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

MATÉRIA NO ESTADO DE SÃO PAULO

Interessante entrevista com Mark Bauerlein (clique no título da postagem), professor da Universidade Emory, em Atlanta, e ex-diretor de Pesquisa e Análise na Fundação Nacional para as Artes. Vale como discussão para a disciplina de Tecnologias Aplicadas à Educação. O que vocês pensam disso,meninas?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

POUCAS PALAVRAS, MUITAS INFORMAÇÕES







Fanzine technicolor.
Cores e sabores, textos sobre os pontos turísticos, culinária e até educação!
As curiosidades, sem comentários. Fiquei com inveja do porco.
Mas tudo bem, pelo menos eu não nasci pra virar bacon. Pelo que vocês me disseram em classe, este fanzine serviu como incentivo para que outros professores nas escolas em que trabalham fizessem projeto parecido, e isso era o princípio desta oficina. Então, mãos à obra, não deixem a peteca cair e vamos que vamos que a hora é essa.

PEDAGOGIA DEIXA QUALQUER UM MEIO LOUCO...







Ah, essas são minhas meninas maluquinhas. Mas eu gosto! Um fanzine que serviu pra marcar a passagem do tempo, as lembranças das garotas que começaram a estudar juntas e agora, já são quase pedagogas. gostei muito do formato, das fotos, dos quadrinhos e do texto do colaborador, aluno da 5.º série do colégio São José.

O MUNDO É NOSSO MAIOR PRESENTE







Apesar de haver quase nenhum texto autoral, o fanzine ficou bem feito. Com algumas dicas de trabalho na sala de aula, utilizando receitas e palavras cruzadas. Tudo bem, meninas, mas da próxima vez, não tem choro nem vela: tem que botar a cacholinha pra criar coisas próprias!

FOLCLORE BRASILEIRO







Um tema pra lá de pertinente: o Folclore brasileiro. As tradições folclóricas são um dos mais importantes conteúdos a ser ministrados na escola, pois tratam de nossas raízes, nossa ancestralidade e em tempos de "big brothers", "big macs" e outras cositas más, nunca é demais divulgar o que é nosso.
O quadrinho sobre o Curupira é bastante criativo.
A parte didática, dando idéias sobre a maneira de se trabalhar os temas folclóricos na sala de aula, merece destaque, assim como a página sobre as danças típicas das regiões brasileiras. Também o resgate das cantigas folclóricas é algo a ser mencionado. Muito interessante o texto "Espalhando o pólen da educação através da cultua popular". Enfim, um fanzine bem elaborado e com boas idéias.

EDUCAÇÃO, UM PORTAL PARA O FUTURO







Fanzine que demonstra que com simplicidade de recursos é possível fazer um bom trabalho. Com textos bem escritos, citações, quadrinhos curiosidades, os destaques vão para os textos que falam sobe a importância do planejamento, do brincar, da biblioteca e do estímulo à leitura e à pesquisa na escola. Como as meninas da equipe já são professoras, é óbvio que os textos refletem um pouco de sua prática em sala de aula, o que demonstra que a criatividade e as boas idéias fazem parte de seu cotidiano e de seus alunos.

BAMD







Como diz a chamada, o fanzine focalizou a cultura, informação e diversão.
Com textos sobre o significado dos sonhos e adivinhações, trouxe um pouco de entretenimento ao leitor. A sessão das cantadas é hilária.
O lado cultural ficou por conta da resenha em homenagem aos 100 anos da morte de Machado de Assis. Uma ótima lembrança, e uma dica para que se deliciem com os textos do Bruxo do Cosme Velho.
A entrevista com o deputado Marcelo Rangel demonstra o interesse pelas questões políticas, e merece destaque, até mesmo como uma forma de fiscalizar o mandato público de um deputado estadual.

AMIGOS 2







Fanzine de grande criatividade técnica. A utilização de espuma colorida para a confecção da matriz trouxe uma visibilidade interessantíssima para o veículo. Os textos bem elaborados discorrem sobre alfabetização, leitura e um modelo de escola ideal. Destaque para o "caça-palavras", que é sempre uma maneira interessante de se trabalhar a língua portuguesa com criatividade, junto às séries iniciais.
Também muito interessante o poema "Educação", que junto com os outros textos, demonstra o compromisso da equipe com seu trabalho de educadoras.